POP 017 - Limpeza da caixa d’água e do reservatório de água


1. Objetivo: limpar a caixa d’água a cada seis meses conforme legislação vigente e garantir a qualidade da água que chega através dos sistemas de abastecimento, mantendo as condições higiênicas.

2. Áreas envolvidas: área de limpeza.

3.Responsabilidades: é de responsabilidade do profissional de serviços gerais realizar a limpeza da caixa d’água.

4. Material necessário: balde, escova de limpeza, hipoclorito de sódio, luvas, pano e rolha.

5. Procedimentos:

a. Feche o registro geral.

b. Esvazie a caixa d’água abrindo as torneiras, apertando a descarga ou abrindo o expurgo.

c. Quando o volume da água estiver a 15 cm do fundo da caixa, utilizando luvas de borracha, feche o expurgo do reservatório e as torneiras e tampe a saída da água com uma rolha.
d. Comece a limpeza com a própria água que sobrou, usando somente escova. Não use sabão, detergentes ou produtos químicos.
e. Remova a água suja através do expurgo ou com auxílio de baldes e panos limpos.
f. Com o expurgo aberto, abra a entrada da água na boia ou registro geral para lavar com água corrente as paredes já escovadas.
g. Com a caixa cheia, adicione 2 litros de HCl para cada 1000 litros de água e deixe descansar por 2 horas.
h. Feche novamente o registro ou tranque a boia, impedindo que a água entre na caixa d’água.
i. Abra as torneiras e dê descarga até esvaziar totalmente o reservatório. Esta água também servirá para desinfetar os canos.
j. Feche as torneiras, abra a entrada da água e deixe encher a caixa d’água.
k. Lave a tampa e feche totalmente a caixa, anotando a data em que a limpeza foi realizada em livro de registro específico.

6. Referências bibliográficas:

Portaria MS n.º 518, de 25 de março de 2004.

POP 016 - Realização de Pequenos Curativos


1. Objetivo: padronizar o procedimento de realização de pequenos curativos.

2. Áreas envolvidas: área de atenção farmacêutica.

3.Responsabilidades: é de responsabilidade do profissional farmacêutico a realização de pequenos curativos.

4.Material necessário: álcool 70%, atadura, esparadrapo e/ou micropore (conforme extensão da lesão), gazes, luvas cirúrgicas, pinça anatômica, soro fisiológico 0,9% e solução tópica prescrita.
5. Procedimentos:

a. Realizar a assepsia das mãos conforme POP 001 e calçar as luvas cirúrgicas.

b. Explicar ao cliente a finalidade do tratamento e como será realizado.

c. Preparar o ambiente de forma organizada.

d. Preparar o material esterilizado, colocando-o em um campo estéril.

e. Colocar o cliente em posição adequada e expor a região.

f. Retirar o curativo anterior, se houver; se estiver aderido à pele, molhar a gaze com solução salina estéril.

g. Com a mão enluvada, estéril, não contaminada, fazer a inspeção da lesão.

h. Desprezar a luva contaminada e colocar outro par estéril.

i. Pegar a pinça e a gaze elevando a extremidade a ser pega por baixo do pacote com as mãos limpas, evitando contaminação do material.

j. Limpar a lesão com S.F. 0,9%, da área menos contaminada para a mais contaminada. OBS.: Não cruzar o material nem conversar sobre a lesão durante o proce­dimento, usar os lados limpos da gaze. Fazer movimentos circulares na limpeza da ferida.

k. Ocluir o local conforme característica da lesão e solução tópica prescrita. Sempre que possível cobrir a ferida apenas com micropore após a utilização da solução tópica.

l. Desprezar as luvas usadas e o material contaminado (atadura, esparadrapo e/ou micropore e gazes) em recipiente adequado com símbolo e inscrição de resíduo biológico e a pinça utilizada em solução desinfetante por 30 minutos.

m. Lavar as mãos.

n. Anotar o procedimento em livro específico.

o. Entregar ao cliente a declaração de serviço farmacêutico realizado.

p. Realizar a desinfecção da bancada de trabalho com álcool 70% antes e depois de cada procedimento.

6. Referências Bibliográficas:

MOTTA, A. L. C. Normas, Rotinas e Técnicas de Enfermagem. 4. ed. São Paulo: Iátria, 2006.

POP 015 - Aferição da Pressão Arterial


1. Objetivo: padronizar o procedimento de aferição da pressão arterial.

2. Áreas envolvidas: área de atenção farmacêutica.

3.Responsabilidades: é de responsabilidade do profissional farmacêutico a monitorização da pressão arterial.

4. Material necessário: monitor de pressão arterial semi-automático.

5. Procedimentos:  
  • Realizar a assepsia das mãos conforme POP 001.
  • Explicar o procedimento ao cliente.
  • Certificar-se de que o cliente não está com a bexiga cheia, não praticou exercícios físicos e não ingeriu bebidas alcoólicas, café, alimentos ou fumou até 30 minutos antes da medida.
  • Deixar o cliente descansar por 5 a 10 minutos em ambiente calmo, com temperatura agradável.
  • Retirar qualquer roupa que aperte o braço do cliente.
  • A pressão arterial é medida com o cliente sentado, com o braço repousado sobre uma superfície firme. O esforço do usuário para apoiar o seu braço poderá aumentar a pressão sangüínea. Se a braçadeira ficar consideravelmente abaixo ou acima da altura do coração, será medida uma pressão arterial erroneamente alta ou baixa. Uma variação de 15 cm entre a braçadeira e a altura do coração pode resultar num erro de leitura de 10 mmHg. Braçadeiras que não se ajustam adequadamente produzem medições incorretas. A seleção do tamanho, que é de extrema importância, irá depender da circunferência do braço a qual se destina. As braçadeiras possuem impressa a faixa de variação de circunferências de braço a qual se destinam. A braçadeira padrão que acompanha o monitor se adequa a braços com circunferências situadas entre 22 a 32 cm. Uma braçadeira frouxa, apertada demais ou mal posicionada produz medições incorretas. Medições repetidas sem intervalos de descanso fazem com que o sangue acumule no braço. Isso pode levar a resultados incorretos. As medições devem ser feitas depois de um repouso de cinco minutos para assegurar a sua exatidão.
  • Tomar as medições sempre no mesmo horário do dia, já que a pressão sangüínea muda com o decorrer do dia, e sempre no mesmo braço.
  • Passar a extremidade da braçadeira pelo anel de metal de modo que ela dê uma volta. O fecho de velcro deverá ficar virado para fora.
  • Colocar a braçadeira sobre o braço de modo que o tubo fique próximo ao antebraço.
  • Certificar-se de que a extremidade inferior da braçadeira fique aproximadamente entre 2 e 3 cm acima do cotovelo e de que o tubo está mais próximo da parte interna do braço.
  • Ligar o instrumento pressionando o Botão Liga / Desliga / Memória. Vários ícones irão aparecer no visor durante dois segundos: Dois sinais sonoros curtos seguirão para indicar que o instrumento está pronto. O mostrador indicará um “0”.
  • A pera deverá ser inflada pressionando continuamente a pera até uma pressão de pelo menos 40 mmHg acima da pressão sistólica esperada. Se você não souber o valor dessa pressão, inflar até um valor aproximado de 160 – 180 mmHg. A pressão da braçadeira é indicada continuamente no visor.
  • Após ter terminado de inflar a pera, peça ao cliente permanecer sentado numa posição quieta e relaxada. Nesse momento a medição prossegue sozinha.
  • Caso não ocorra qualquer medição e aparecer somente no mostrador uma seta apontada para cima piscando, pressione novamente a pera e infle a braçadeira até conseguir uma pressão de 20 mmHg maior que o início. A instrução para inflar mais poderá aparecer várias vezes se a pressão ainda não for suficiente.
  • Quando o instrumento detectar a freqüência cardíaca, o símbolo do coração começará a piscar no visor e poderá ser ouvido um sinal para cada batimento do coração e após a medição for concluída soará um sinal longo. Os valores da pressão arterial sistólica e diastólica medidos, bem como o da freqüência cardíaca, serão mostrados então. A pressão da braçadeira poderá, então, ser rapidamente liberada, pressionando-se a válvula de deflação.
  • Anotar a pressão obtida na carteirinha de controle da pressão do cliente.
  • Registrar o procedimento em livro específico.
  • Entregar ao cliente a declaração de serviço farmacêutico realizado.
  • A pressão arterial é muito alta se, em repouso, a pressão diastólica for superior a 90mmHg e/ou a pressão sistólica for superior a 160mmHg. Nesse caso, instruir o cliente a consultar o médico imediatamente. Medidas desse nível durante um longo período de tempo ameaçam o coração devido aos danos contínuos causados aos vasos sangüíneos do corpo.
  • Se a braçadeira for inflada demais (acima de 300 mmHg), irão aparecer no visor as letras “HI” e será ouvido um sinal sonoro de aviso. A pressão da braçadeira deverá ser imediatamente liberada com o uso da válvula de deflação, a braçadeira deverá ser retirada e aguardado pelo menos uns 5 minutos antes de iniciar outra medição.
  • Caso seja necessário interromper a medição da pressão arterial por qualquer razão, pressionar a válvula de deflação. O dispositivo diminuirá imediatamente a pressão da braçadeira. Para garantir medições adequadas, as medições não deverão ser feitas em seqüências com intervalos pequenos entre as mesmas. Esperar pelo menos um minuto antes de repetir uma medição.
  • Se ocorrer qualquer erro durante uma medição, a mesma será interrompida e será indicado um código de erro correspondente:
  • - ERR 1: A pressão sistólica foi determinada. O tubo de conexão da braçadeira pode ter se afrouxado ou o pulso pode não ter sido encontrado. Assegure-se de que as conexões da braçadeira estão firmes e de que a braçadeira foi colocada adequadamente.

    - ERR 2: Impulsos de pressão incomuns. Motivo: O braço foi movimentado durante a medição. Repita a medição mantendo o braço parado.

    - ERR 3: O tempo para inflar a braçadeira foi muito longo, a braçadeira foi incorretamente posicionada ou as conexões não estão firmes. Verifique as conexões, a posição da braçadeira e repita a medição com o braço parado.

    - ERR 5: A diferença entre a pressão sistólica e diastólica é excessiva. Meça novamente, com cuidado, seguindo os procedimentos adequados para a braçadeira e faça a medição em condições tranqüilas.

    - HI: A pressão na braçadeira está muito alta (superior a 300 mmHg) ou o pulso é demasiadamente alto (superior a 200 BPM). Aguardar por cinco minutos e repita a medição.

    - LO: A pulsação está muito baixa (inferior a 40 batimentos por minuto) ou está abaixo da pressão mínima que o instrumento mede (30 mmHg). Repita a medição seguindo cuidadosamente as instruções.
  • Para a manutenção do aparelho não expô-lo a temperaturas muito elevadas, umidade, poeira, ou à luz do sol direta. A braçadeira contém uma bolsa de ar (manguito) muito sensível. Manusear com cuidado e evitar qualquer tipo de compressão, torção ou dobra. Limpar o aparelho com um pano macio seco. Manchas na braçadeira poderão ser removidas cuidadosamente com um pano umedecido com água e espuma de sabão neutro. Manusear o tubo de conexão com cuidado. Não o puxe. Não permita que ele seja torcido ou colocado sobre superfícies cortantes. Não deixe o monitor cair e nem o trate de maneira rude. Evite vibrações fortes.

6. Referências Bibliográficas:

1. Manual do Usuário Monitor de Pressão Arterial Semi-Automático Pro Check.

2. MOTTA, A. L. C. Normas, Rotinas e Técnicas de Enfermagem. 4. ed. São Paulo: Iátria, 2006.

POP 014 - Aferição da Temperatura Corporal

1. Objetivo: padronizar o procedimento de aferição da temperatura corporal.

2. Áreas envolvidas: área de atenção farmacêutica.

3.Responsabilidades: é de responsabilidade do profissional farmacêutico a medição da temperatura corporal.

4. Material necessário: alcohol swabs, luvas cirúrgicas e termômetro clínico digital.

5. Procedimentos:

a. Realizar a assepsia das mãos conforme POP 001 e calçar as luvas cirúrgicas.

b. Explicar o procedimento ao cliente.

c. Ligar o Termômetro Clínico Digital pressionando o botão Liga/Desliga localizado ao lado do visor de cristal líquido. Um curto sinal sonoro será ouvido indicando que o termômetro está ligado. O termômetro realiza então um pequeno teste de funcionamento. Se a temperatura ambiente for inferior a 32°C, aparecerão um «L» e um «°C» intermitentes, na parte superior direita do visor. O Termômetro Clínico Digital pode agora ser utilizado. OBS.: Durante a medição, a temperatura verificada aparece continuamente no visor e a letra «°C» aparece piscando.

d. Colocar o sensor do termômetro na região axilar do cliente, debaixo do braço, no centro da axila.

e. Aguardar o sinal sonoro que indica que a medição terminou.

f. Retirar o termômetro da axila do cliente e proceder a leitura da temperatura.

g. Se a temperatura axilar encontrar-se entre 35,5 ºC e 37 ºC, a temperatura é normal, entre 37 ºC e 37,5 ºC, a febre é baixa, entre 37,5 ºC e 38,5 ºC, febre moderada e acima de 38,5 ºC, febre alta. Se o cliente apresentar temperatura acima de 37 ºC, deve ser orientado a consultar um médico.

h. Para prolongar a vida da bateria, desligar o termômetro após cada utilização, pressionando ligeiramente o botão “Liga/Desliga”. Se não o fizer, o termômetro se desligará automaticamente passados 10 minutos.

i. Após cada uso o termômetro deverá ser desinfetado com alcohol swabs.

j. Depois de concluído o procedimento, descartar as luvas utilizadas em recipiente adequado com símbolo e inscrição de resíduo biológico.

k. Registrar o procedimento em livro específico.

l. Entregar ao cliente a declaração de serviço farmacêutico realizado.

6. Referências Bibliográficas:

1. Manual do Usuário Termômetro Clínico Digital G-Tech.

2. MOTTA, A. L. C. Normas, Rotinas e Técnicas de Enfermagem. 4. ed. São Paulo: Iátria, 2006.


POP 013 - Aplicação de Inalação


1. Objetivo: padronizar o procedimento de aplicação de inalação.

2. Áreas envolvidas: área de atenção farmacêutica.

3.Responsabilidades: é de responsabilidade do profissional farmacêutico a aplicação da inalação.

4.Material necessário: álcool 70%, inalador, luvas cirúrgicas, medicamentos, pano limpo e soro fisiológico.

5. Procedimentos:

a. Registrar o procedimento em livro específico.

b. Colocar o aparelho sobre uma superfície plana na posição horizontal com a alça para cima. O produto possui apoio de borracha (pés) para melhor acomodação. (Tomar cuidado para nunca obstruir as aberturas de ventilação do aparelho).

c. Realizar a assepsia das mãos conforme POP 001 e calçar as luvas cirúrgicas.

d. Explicar o procedimento ao cliente.

e. Desrosquear o cabeçote do recipiente.

f. Verificar se o anteparo está encaixado até o fundo do recipiente.

g. Colocar o soro fisiológico dentro do recipiente.

h. Depois colocar o medicamento conforme quantidade especificada pelo médico.

i. Rosquear o cabeçote e encaixar o pino da extensão sob o recipiente.

j. Encaixar a máscara adulto ou a máscara infantil.

k. Conectar a extensão na saída de ar da unidade compressora (rosquear o conector completamente até o final, para evitar vazamento) e encaixar o pino da extensão sob o recipiente.

l. Conectar o plugue à tomada.

m. Ligar o interruptor da unidade compressora.

n. Colocar a máscara no rosto do cliente e instruí-lo a respirar normalmente até o término do medicamento ou soro fisiológico.

o. Procurar manter a unidade micronebulizadora o mais vertical possível durante o uso.

p. Quando a névoa parar e o recipiente estiver praticamente vazio, o tratamento terá terminado. Desconectar o cabo.

q. Retirar a máscara da unidade micronebulizadora.

r. Desmontar a unidade micronebulizadora e colocar as peças em um reservatório com solução desinfectante ou germicida (álcool 70%) durante 20 minutos, manuseando com cuidado. Agindo assim os acessórios ficarão limpos.

s. Enxaguar em água corrente.

t. Secar as partes que foram enxaguadas com pano limpo e macio.

u. Caso necessário, limpar as outras partes do aparelho (unidade compressora, cabo de força) com um pano levemente umedecido em água e detergente neutro. Não permita que líquidos penetrem no mecanismo da unidade compressora. 
OBS.: A unidade micronebulizadora é indicada para o uso individual, porém, após a limpeza e desinfecção poderá ser reutilizada pelo mesmo cliente.

v. Depois de concluir o procedimento, descartar as luvas utilizadas em recipiente adequado com símbolo e inscrição de resíduo biológico.

w. Entregar ao cliente a declaração de serviço farmacêutico realizado.

x. Todos os medicamentos utilizados pelo cliente deverão ser por ele levados para casa depois de abertos.

6. Referências Bibliográficas:

1. Manual do Usuário Inalar Compact NS.

2. MOTTA, A. L. C. Normas, Rotinas e Técnicas de Enfermagem. 4. ed. São Paulo: Iátria, 2006.

POP 012 - Perfuração do Lóbulo Auricular para Colocação de Brincos


1. Objetivo: padronizar o procedimento de perfuração do lóbulo auricular para a colocação de brincos.

2. Áreas envolvidas: área de atenção farmacêutica.

3.Responsabilidades: é de responsabilidade do profissional farmacêutico a perfuração do lóbulo auricular.

4. Material necessário: álcool 70%, alcohol swabs, aparelhos para perfuração e colocação de brincos, brinco esterilizado, caneta, cotonetes, luvas cirúrgicas e termo de autorização.

5. Procedimentos:

a. Averiguar se o cliente não se enquadra na categoria dos que tem que aguardar a melhora de seus lóbulos: havendo sinais de quistos, feridas, espinhas, acne, etc, perfurar somente quando os mesmos desapareçam ou com autorização por escrito do médico (documento será retido). Desaconselha-se totalmente perfurar o lóbulo das orelhas de pessoas com diabetes, hemofilia e demais problemas de coagulação sanguínea e/ou cicatrização, como quando há predisposição genética na formação de quelóide, que é uma lesão tumoral, de superfície lisa e consistência endurecida.

b. Logo após, proceder a leitura do Termo de Autorização para Perfuração, de Ciência e de Obrigação e das Instruções Padrão Pós Perfuração dos Lóbulos das Orelhas, sua devida compreensão, fornecendo explicações adicionais, caso sejam pedidas e colher sua assinatura, ou a do responsável, no caso de ser um menor. Constata-se melhor cumprimento das instruções, quando o menor assina conjuntamente, formalizando seu compromisso, independentemente de sua firma não possuir valor legal. Atentar no preenchimento do Termo, em relacionar cuidadosamente, o número do lote do brinco, sua data de vencimento e a data da perfuração do(s) lóbulo (s), além dos dados do cliente.

c. Detalhar antes da perfuração, o procedimento de aplicação e cuidados essenciais pós perfuração a serem tomados pelo adulto ou menor autorizado pelo responsável legal e permitir ao cliente, acompanhar visualmente a desinfecção do aparelho, das mãos e das orelhas (com ajuda de espelho).

d. Durante e após o procedimento, realizar a desinfecção do aparelho com cotonetes embebidos em álcool 70%, secando-o em seguida, dando atenção especial às partes que tocarão os brincos e os lóbulos.

e. Proceder a assepsia das mãos conforme POP 001 e calçar as luvas cirúrgicas.

f. Realizar a desinfecção dos dois lados dos lóbulos das orelhas do cliente, com alcohol swabs, não mais tocando-os.

g. Aguardar a secagem, para marcar simetricamente com a caneta de tintura a base de violeta genciana, o local no lóbulo a ser perfurado, ou seja, os dois lados a mesma altura e distância do rosto e peça ao cliente que, com auxílio do espelho, sem tocá-lo, autorize o procedimento, evitando, assim, que o mesmo fique contrariado após a perfuração. Caso haja diferença, limpe a marca e corrija a posição, até a sua satisfação. OBS.: Faça um ponto pequeno, pois o grande sempre parece fora do centro.

h. Os brincos serão aplicados pelo aparelho preto, selecionando-se o adaptador adequado (regular, mini ou grande) para os brincos que serão usados. Abra a embalagem dos Brincos para Perfuração, rompa a sua parte traseira e retire cuidadosamente o suporte plástico dos brincos sem tocá-los. A embalagem dos brincos só deverá ser rompida no momento da perfuração, para preservar a esterilidade do produto.

i. Segurar o suporte plástico, pelas laterais, num angulo de 45º para baixo e retirar a tarraxa do mesmo, encaixando a parte em cunha do alojamento de tarraxa do aparelho, acomodando-a suavemente no fundo. Continue segurando o suporte plástico e o aparelho.

j. Logo a seguir, virar o suporte plástico dos brincos no mesmo ângulo de 45° para baixo e com o aparelho tendo o porta pino apontado para cima a 45°, encaixar o pino e puxar o suporte plástico para o lado, alavancando o cilindro de baixo como ponto de apoio, sempre com suavidade. OBS.: Em caso de queda do brinco ou da tarraxa, em qualquer momento da perfuração, você deverá abrir outra embalagem, pois a esterilização foi perdida. Lembre-se de ter cuidado, para evitar tal ocorrência.

k. Mantendo o aparelho num ângulo de 45°, com a tarraxa e o pino colocados nos seus respectivos lugares, puxar o puxador localizado na parte anterior do aparelho até ouvir um "clique" de trava, o que significa que o dispositivo está pronto para a aplicação.

l. Ainda mantendo o aparelho em ângulo inclinado entre 30° e 45°, posicionar o aparelho de forma que o lóbulo a ser perfurado fique na região de ajuste e perfuração, existente entre a ponta do pino e a tarraxa.

m. Alinhar a ponta do pino de acordo com a marcação feita no lóbulo acionando levemente o gatilho de ajuste até o primeiro estágio.

n. Após os ajustes, apertar o gatilho até o devido disparo. O porta pino solta o pino, que se fixa automaticamente na tarraxa a ser solta, perfurando o lóbulo da orelha.

OBS.: Neste momento, o cliente pode manifestar desejo de apalpar o local do furo, tocando o brinco, oriente-o a não fazê-lo.

o. Para remover o aparelho da orelha, soltar o dedo do gatilho e mover cuidadosamente o aparelho para baixo, para desencaixar e soltar a tarraxa.

p. Repitir a operação no outro lóbulo.

q. Repitir e explicar as instruções já recebidas pelo cliente, a respeito das 4 primeiras semanas após aplicação, de seguir as instruções contidas no rótulo da embalagem dos brincos, reforçando a sua importância e de que sua inobservância, poderá acarretar infecção no local da aplicação, ocasionando eventualmante inflamação, e em consequência, necessidade de consultar o médico.

r. A rara, porém possível ocorrência de alergia individual, reação do organismo a um corpo estranho, mesmo que hipoalérgico, implicará na necessidade de retirar os brincos.

s. Descartar o algodão e as luvas no recipiente com símbolo e inscrição de resíduo biológico.

t. Registrar o procedimento em livro específico.

u. Entregar ao cliente a declaração de serviço farmacêutico realizado.

v. Para manter o Aparelho para Perfuração e Colocação de Brincos em boas condições de uso, observe o seguinte:

(I) Limpar as partes do aparelho, antes e depois de cada cliente atendido. Esse procedimento limpa e ao mesmo tempo esteriliza. O aparelho não necessita de lubrificação;

(II) Nunca mergulhar o aparelho em álcool, anti-sépticos e/ou outros, pois seu funcionamento será comprometido;

(III) Não utilizar autoclave para esterilização. O aparelho é feito em poliestireno de alto impacto injetado, e esse procedimento o deformará, comprometendo seu funcionamento;

(IV) Deixar o aparelho destravado, para conservar a pressão do mesmo.

6. Referências Bibliográficas:

Manual do Usuário Medi-System.


POP 011 - Aferição da Glicemia Capilar


1. Objetivo: padronizar o procedimento de monitorização da glicemia capilar.

2. Áreas envolvidas: área de atenção farmacêutica.

3.Responsabilidades: é de responsabilidade do profissional farmacêutico fazer a monitorização da glicemia capilar, bem como orientar seu cliente em relação ao Diabetes, seus cuidados e controle.

4. Material necessário: álcool 70%, alcohol swabs, descartex, glicosímetro, lanceta, lancetador, luvas cirúrgicas e tira-teste.

5. Procedimentos:

a. Preparar o glicosímetro e o lancetador.

b. Explicar o procedimento ao cliente.

c. Realizar a assepsia das mãos, conforme POP 001.

d. Calçar as luvas cirúrgicas.

e. Retirar a tira teste da embalagem e introduzi-la no aparelho, evitando tocar na parte reagente. OBS.: Para garantir a obtenção de resultados precisos, certificar-se de que o número de código exibido no sensor é o mesmo do quadro azul localizado na lateral do frasco de tiras-teste. Ao visualizar a palavra "COdE" (CÓDIGO) e o número do código na tela do visor, use o botão "c" para avançar ou o botão "m" para retroceder até encontrar o número que coincide com o número do frasco de tiras-teste. O sensor possui um total de 50 códigos. Quando o número de código estiver configurado, os símbolos da gota de sangue e da tira-teste serão exibidos na tela do visor. Se desejar voltar para a tela de número de código depois que os símbolos da gota de sangue e da tira-teste forem exibidos, pressionar o botão "c".

f. Escolher o local para a punção, o melhor é a ponta dos dedos, evitando a polpa digital.

g. Desinfetar o dedo do cliente com alcohol swabs e aguardar tempo suficiente para evaporação deste.

h. Ajustar a configuração de profundidade do lancetador no Nível 1.

i. Tocar levemente o lancetador (com a tampa escura) na lateral da ponta do dedo;

j. Pressionar o botão de liberação.

k. Se necessário, apertar suavemente o dedo até que uma gota de sangue do tamanho da cabeça de um alfinete se forme.

l. Encostar a tira-teste levemente inclinada na amostra de sangue.

m. Não retirar a tira-teste até ouvir um bipe ou visualizar uma pequena linha se movendo em sentido horário na tela do sensor. Isso significa que foi aplicado sangue suficiente e que o sensor está lendo o nível de glicose. Se a linha não for exibida se movimentando pela tela do sensor após cinco segundos, isso poderá significar que a amostra foi pequena demais. Acrescentar mais sangue à mesma área de amostra anterior em até 60 segundos contados a partir da primeira aplicação. O resultado do teste de glicose no sangue estará completo quando for mostrado na tela do visor. Dois bipes serão emitidos, se o aviso sonoro estiver ativado. O tempo que o sensor leva para realizar o teste depende do nível de glicose. Quanto mais alto estiver o nível de glicose, mais o resultado irá demorar. OBS.: Não pressionar a tira-teste contra o local do teste. Não esfregar o sangue na tira-teste. Não aplicar sangue na parte plana da tira-teste. Não aplicar sangue em uma tira-teste que estiver fora do sensor. Não colocar sangue ou objetos estranhos na porta da tira-teste.

n. Fazer a leitura do resultado. O glicosímetro desligará automaticamente após o término do exame.

o. Fazer pressão no local da punção por alguns instantes com alcohol swabs.
p. Descartar a lanceta no descartex retirando a tampa do lancetador pressionando o clipe branco que segura a lanceta até que a mesma se solte. Depois de concluir o teste, descartar a tira-teste e as luvas usadas em recipiente adequado com símbolo e inscrição de resíduo biológico.
q. Realizar uma lavagem completa das mãos.

r. Anotar o resultado do exame na carteirinha de medição de glicemia do cliente e registrar o valor em livro específico.
s. Entregar ao cliente a declaração de serviço farmacêutico realizado.
t. Orientar o cliente sobre o resultado do exame. Se apresentar por seguidas vezes valores fora da normalidade (abaixo de 70mg/dL e acima de 100mg/dL), deve ser orientado a consultar um médico, seguir a prescrição médica, fazer dieta adequada e/ou fazer atividade física moderada.
u. Resultados elevados ou baixos de glicose no sangue podem indicar problemas médicos potencialmente graves. O sensor exibe resultados de 20 mg/dL a 500 mg/dL. Se o resultado do teste for inferior a 20 mg/dL, a mensagem LO (Baixo) será exibida na tela do visor. Esse resultado indica hipoglicemia grave (nível baixo de glicose no sangue). Se obtiver resultado LO (Baixo) e apresentar sintomas como fraqueza, sudorese, nervosismo, dor de cabeça ou confusão, seguir as recomendações do médico para o tratamento de hipoglicemia. Se obtiver resultado LO (Baixo), porém não apresentar sintomas de nível baixo de glicose, repitir o teste com uma nova tira-teste. Se obtiver um resultado LO (Baixo) na repetição do teste, seguir as recomendações do médico para o tratamento de hipoglicemia.
v. Se o resultado do teste for superior a 500 mg/dL, a mensagem Hl (Elevado) será exibida na tela do visor. Esse resultado indica hiperglicemia grave (nível elevado de glicose no sangue). Se obtiver resultado Hl (Elevado) e apresentar sintomas como fadiga, sede, excesso de urina ou visão turva, seguir as recomendações do médico para o tratamento de hiperglicemia. Se obtiver resultado Hl (Elevado), porém não apresentar sintomas de níveis elevados de glicose no sangue, repitir o teste com uma nova tira-teste. Se obtiver um resultado Hl (Elevado) na repetição do teste, seguir as recomendações do médico para o tratamento de hiperglicemia. 
w. Usar álcool isopropílico ou álcool 70% para limpar a parte externa do lancetador. Se desejar, remover a tampa, lavar com água morna e enxaguar bem. OBS.: Não mergulhar o lancetador em água ou em qualquer outro tipo de líquido.

6. Referências bibliográficas:

1. Diabetes Atlas committee. Diabetes Atlas: executive summary. 2. ed. Belgian: International Diabetes Federation, 2003.

2. UK Prospective Diabetes Study (UKPDS) Group. Intensive blood-glucose control with sulphonylureas or insulin compared with conventional treatment and risk of complications in patients with type 2 diabetes (UKPDS33). Lancet 1998; 352(9131):837-53.

3. Manual do Usuário Optium MiniTM Abbott.

POP 010 - Lançamento de Receitas dos Medicamentos Constantes da Portaria nº. 344/98


1. Objetivo: padronizar o lançamento de receitas no Sistema de Gerenciamento de Farmácias e Drogarias (SGFD), no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC) da POD1 e no SNGPC da ANVISA. 

2. Áreas envolvidas: área de dispensação.

3.Responsabilidades: é de responsabilidade do profissional farmacêutico.

4. Material necessário: computador, mouse, receitas e teclado.

5. Procedimentos:

a. Selecionar no SGFD o controle da receita a ser lançada em Vendas/Lançamento de Receitas e preencher os campos necessários.

b. Exportar semanalmente os dados do SGFD para o SNGPC da POD1 em Relatórios/Controlados/Livro de Registro Específico/Exportação SNGPC Web e selecionar Exportar Movimentos e Cadastros, o Driver/Caminho C:\Farmavdf\POD1\SNGPC\, o período e gerar arquivo.

c. Entrar no link www.sngpc.pod1.com.br e dar o Login.

d. Conferir primeiro as entradas de mercadorias em Lançamentos/Entrada de Mercadorias, selecionar o fornecedor, o nº. da nota fiscal e verificar a quantidade e o lote dos medicamentos.

e. Verificada as entradas, conferir então as saídas em Lançamentos/Receitas, verificar os dados da receita, a quantidade vendida, lote e quantidade prescrita do medicamento, e, em seguida, clicar em salvar.

f. Verificada as saídas, ir em SNGPC/Geração de Arquivo SNGPC, selecionar o período e clicar em Download do Arquivo(F2) e em seguida salvar em C:\Farmavdf\POD1\SNGPC\ e enviar o arquivo através do link sngpc.anvisa.gov.br/webservice/sngpc_consulta/upload.aspx, preencher e-mail e senha, procurar o arquivo salvo em Meu Computador C:\Farmavdf\POD1\SNGPC\anvisa_sngpc200711v1-0.xml e transferir.

g. Verificar no próximo dia se o arquivo enviado para a ANVISA foi aceito em sngpc.anvisa.gov.br, entrar com o e-mail e senha, selecionar a empresa, o Tipo de Usuário (Responsável Técnico), Continuar, Relatórios e Status de Transmissão.

h. Se não aceito, entrar em contato com a POD1 através do link www.pod1.com.br/ pac-suporte, entrar com o login e senha e então em atendimento on-line, descrever o problema, entrar e esperar resposta. Arrumar então os dados incorretos no SNGPC da POD1 e proceder como descrito anteriormente.

POP 009 - Recebimento de Mercadorias


1. Objetivo: padronizar o recebimento das mercadorias.

2. Áreas envolvidas: área de dispensação.

3.Responsabilidades: é de responsabilidade do profissional farmacêutico e de todos os atendentes da farmácia.

4. Material necessário: carimbo, mercadorias e notas fiscais.

5. Procedimentos:

a. Primeiramente verificar se as caixas de mercadorias deixadas pelo representante são as certas e, depois, as notas fiscais e prazo de pagamento.

b. Se estiver tudo certo, carimbar, datar e assinar o romaneio do representante.

c. Conferir as mercadorias conforme POP 003.

POP 008 - Aquisição de Medicamentos


1. Objetivo: padronizar a maneira de como é feita a aquisição dos medicamentos da farmácia.

2. Áreas envolvidas: área de dispensação.
3.Responsabilidades: é de responsabilidade do profissional farmacêutico e da administradora da farmácia.

4. Material necessário: bloco de pedidos, caneta, computador, mouse, teclado, telefone.

5. Procedimentos:

a. Primeiramente fazer a avaliação das distribuidoras e do transporte, pedindo ao farmacêutico responsável uma cópia do alvará, da certidão de regularidade e da autorização da ANVISA.

b. Se a documentação estiver completa a distribuidora estará apta para o fornecimento de mercadorias.

c. Fazer diariamente a aquisição através do telefone ou pela internet, de acordo com a distribuidora escolhida.

- Pelo telefone: discar o nº. da distribuidora, passar o código da farmácia e pedir os medicamentos e respectivas quantidades que estão no bloco de pedidos.

- Pela internet: selecionar primeiramente a forma de pagamento, o destino do pedido e se está em oferta e depois selecionar os medicamentos e respectivas quantidades constantes do bloco de pedidos no software de pedido eletrônico que o representante da distribuidora instalou no computador.

POP 007 - Medicamentos Vencidos


1. Objetivo: padronizar o descarte de medicamentos vencidos.

2. Áreas envolvidas: área de dispensação e depósito.

3.Responsabilidades: é de responsabilidade do profissional farmacêutico o descarte dos medicamentos vencidos.

4.Material necessário: computador, impressora, medicamentos descartados em prateleira específica, papel A4 e saco plástico branco leitoso.

5. Procedimentos:

a. Fazer uma relação em 2 vias dos medicamentos vencidos anotando nome do medicamento, lote, data de fabricação e data de validade. Para os medicamentos controlados fazer também um comunicado para a vigilância sanitária municipal e dar baixa no Sistema de Gerenciamento de Farmácias e Drogarias (SGFD) entrando em: vendas, outras saídas, selecionar o medicamento vencido, o vendedor, tipo de saída, filial/fornecedor e finalizar. No Sistema de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC) da POD1, entrar no link www.sngpc.pod1.com.br com o CNPJ, usuário SNGPC e senha, entrar em lançamentos, outras saídas e preencher a data de emissão, tipo de saída, nota fiscal, produto, quantidade, lote e clicar em salvar.

b. Os medicamentos, tanto sólidos como líquidos, deverão ser descartados com sua embalagem primária em saco branco leitoso e armazenados em local específico até o recolhimento pela empresa de Gestão Ambiental.

c. O motorista da empresa responsável pelo recolhimento deverá carimbar e assinar uma via da relação de medicamentos vencidos e devolver para arquivo.

d. A disposição final dos medicamentos, após ensaios e tratamento prévio para cada tipo de substância, se dará em Aterro Industrial e Sanitário.

POP 006 - Medicamentos Próximos ao Vencimento


1. Objetivo: padronizar o remanejamento de medicamentos que estão próximos ao vencimento.

2. Áreas envolvidas: área de dispensação.

3.Responsabilidades: é de responsabilidade do profissional farmacêutico e de todos os atendentes da farmácia.

4. Material necessário: medicamentos e prateleira.

5. Procedimentos:

a. Verificar semestralmente o prazo de validade de todos os medicamentos da farmácia, um a um.

b. Remanejar em ordem alfabética em prateleira específica os medicamentos que irão vencer nos próximos seis meses.

c. Conferir mês a mês o prazo de validade dos medicamentos remanejados e descartar os vencidos no mês conforme POP 007.

POP 005 - Aplicação de Injetáveis



1. Objetivo: padronizar a aplicação de medicamentos injetáveis.

2. Áreas envolvidas: área de atenção farmacêutica.

3.Responsabilidades: é de responsabilidade do profissional farmacêutico a aplicação de medicamentos injetáveis.

4.Material necessário: absorvente adesivo hipo-alérgico, agulha descartável, algodão, alcohol swabs, descartex, luvas cirúrgicas, medicamento e seringa descartável.

5. Procedimentos:

a. Registrar a aplicação em Livro de Registro de Aplicação de Injetáveis.

b. Via intradérmica: face ventral do antebraço.

Fazer a assepsia das mãos conforme POP 001, colocar as luvas cirúrgicas, preparar o medicamento (Anexo 01), espalmar o antebraço em sua face dorsal, fazer a degermação do local da aplicação com água e sabão neutro e distender a pele do local de aplicação, segurar a seringa com a agulha tipo insulina (13 x 4,5 ou 10 x 2) introduzindo a agulha paralelamente a pele ou numa angulação máxima de 15º, numa extensão de 2 mm e com o bisel da agulha voltado para cima, injetar lentamente a dose de medicamento indicada, observar se houve a formação de pápula, retirar a agulha e passar suavemente algodão seco no local da aplicação sem fazer compressão, descartar a seringa com a agulha em recipiente com símbolo de resíduo biológico com a inscrição perfurocortante (Descartex) e o algodão e as luvas no recipiente com símbolo e inscrição de resíduo biológico. Entregar ao cliente a declaração de serviço farmacêutico realizado.

c. Via intramuscular: os locais de aplicação, de acordo com a ordem de prioridade, são:


Região ventro-glútea (VG) ou local de Hoschtetter: Fazer a assepsia das mãos conforme POP 001, colocar as luvas cirúrgicas, preparar o medicamento (Anexo 01), determinar a região de aplicação colocando a mão esquerda no quadril direito e vice-versa, apoiando a extremidade do dedo indicador sobre a espinha ilíaca ântero-superior, espalmando a mão sobre a base do grande trocânter do fêmur e afastando o dedo médio do indicador, fazer a antissepsia do local da aplicação com álcool a 70%, introduzir a agulha, com angulação ligeiramente dirigida à crista ilíaca, no centro da área delimitada pelos dois dedos abertos em V, aspirar puxando o êmbolo para verificar se algum vaso foi atingido, injetar o medicamento, retirar a agulha, comprimir o local com algodão seco, descartar a seringa com a agulha em recipiente com símbolo de resíduo biológico com a inscrição perfurocortante (Descartex) e o algodão e as luvas no recipiente com símbolo e inscrição de resíduo biológico. Entregar ao cliente a declaração de serviço farmacêutico realizado.


Face ântero-lateral da coxa (FALC): Fazer a assepsia das mãos conforme POP 001, colocar as luvas cirúrgicas, preparar o medicamento (Anexo 01), determinar a região de aplicação traçando um retângulo delimitado pela linha média anterior da coxa na frente da perna e uma linha média lateral da coxa do lado da perna, respeitando superiormente a distância de 12-15 cm abaixo do trocânter maior do fêmur e inferiormente 9-12 cm acima do joelho numa faixa de 7-10 cm de largura, fazer a antissepsia do local da aplicação com álcool a 70%, introduzir a agulha com uma angulação de 90º, aspirar puxando o êmbolo para verificar se algum vaso foi atingido, injetar o medicamento, retirar a agulha, comprimir o local com algodão seco, descartar a seringa com a agulha em recipiente com símbolo de resíduo biológico com a inscrição perfurocortante (Descartex) e o algodão e as luvas no recipiente com símbolo e inscrição de resíduo biológico. Entregar ao cliente a declaração de serviço farmacêutico realizado.


Região dorso-glútea (DG): Fazer a assepsia das mãos conforme POP 001, colocar as luvas cirúrgicas, preparar o medicamento (Anexo 01), determinar a região de aplicação traçando uma linha que parte da espinha ilíaca póstero-superior e finalizando no grande trocânter do fêmur, neste caso aplica-se a injeção na região central da área, ou, traçando dois eixos, um horizontal, com origem na saliência mais proeminente da região sacra e outro vertical, originando-se na tuberosidade isquiática, na crista ilíaca, das quatro áreas parciais delimitadas, a utilizável é a superior externa, 2,5-3,0 cm de distância do eixo vertical, fazer a antissepsia do local da aplicação com álcool a 70%, introduzir a agulha com uma angulação de 90º, aspirar puxando o êmbolo para verificar se algum vaso foi atingido, injetar o medicamento, retirar a agulha, comprimir o local com algodão seco, descartar a seringa com a agulha em recipiente com símbolo de resíduo biológico com a inscrição perfurocortante (Descartex) e o algodão e as luvas no recipiente com símbolo e inscrição de resíduo biológico. Entregar ao cliente a declaração de serviço farmacêutico realizado.


Região deltóidea: Fazer a assepsia das mãos conforme POP 001, colocar as luvas cirúrgicas, preparar o medicamento (Anexo 01), determinar a região de aplicação traçando um retângulo na região lateral do braço, iniciando com a extremidade mais inferior do acrômio, respeitando a distância de 3-5 cm abaixo do acrômio, e terminando no ponto oposto à axila, 3,0-3,5 cm acima da margem inferior do deltóide, fazer a antissepsia do local da aplicação com álcool a 70%, introduzir a agulha com uma angulação de 90º, aspirar puxando o êmbolo para verificar se algum vaso foi atingido, injetar o medicamento, retirar a agulha, comprimir o local com algodão seco, descartar a seringa com a agulha em recipiente com símbolo de resíduo biológico com a inscrição perfurocortante (Descartex) e o algodão e as luvas no recipiente com símbolo e inscrição de resíduo biológico. Entregar ao cliente a declaração de serviço farmacêutico realizado.


Método em Z: Fazer a assepsia das mãos conforme POP 001, colocar as luvas cirúrgicas, preparar o medicamento (Anexo 01), depois de aspirado o volume correto do medicamento na seringa, aspirar uma bolha de ar de 0,3-0,5 mL e trocar a agulha utilizada por outra esterilizada, fazer a antissepsia do local da aplicação (região dorso-glútea) com álcool a 70%, retrair a pele lateralmente, cerca de 2,5-5,0 cm, introduzir a agulha com uma angulação de 90º, injetar lentamente o medicamento, após a inoculação, com a agulha ainda no local, manter a retração por 10 s a fim de impedir que a medicação escoe para dentro do tecido, após, retirar a agulha e liberar a pele, comprimir o local com algodão seco, descartar a seringa com a agulha em recipiente com símbolo de resíduo biológico com a inscrição perfurocortante (Descartex) e o algodão e as luvas no recipiente com símbolo e inscrição de resíduo biológico. Entregar ao cliente a declaração de serviço farmacêutico realizado.

d. Via subcutânea: locais de injeção intramuscular, face lateral externa dos braços, face anterior das coxas, região glútea e região abdominal.

Fazer a assepsia das mãos conforme POP 001, colocar as luvas cirúrgicas, preparar o medicamento (Anexo 01), expor a área de aplicação, fazer a antissepsia do local com álcool a 70%, distender a pele do local de aplicação com os dedos indicador e polegar mantendo a região firme, introduzir a agulha (10 x 6) com rapidez e firmeza, em um ângulo de 90º, soltar a pele, aspirar puxando o êmbolo para verificar se algum vaso foi atingido, injetar o líquido lentamente, retirar a agulha, comprimir o local com algodão seco, descartar a seringa com a agulha em recipiente com símbolo de resíduo biológico com a inscrição perfurocortante (Descartex) e o algodão e as luvas no recipiente com símbolo e inscrição de resíduo biológico. Entregar ao cliente a declaração de serviço farmacêutico realizado.

6. Referências Bibliográficas:

MOTTA, A. L. C. Normas, Rotinas e Técnicas de Enfermagem. 4. ed. São Paulo: Iátria, 2006.

POP 004 - Dispensação de Medicamentos


1. Objetivo: padronizar a dispensação dos medicamentos da farmácia.

2. Áreas envolvidas: área de dispensação.

3.Responsabilidades: é de responsabilidade do profissional farmacêutico e de todos os atendentes da farmácia.

4. Material necessário: caneta, carimbo, computador, cupom fiscal, etiquetas, medicamentos, receitas e sacolas.

5. Procedimentos:

a. Medicamentos controlados – portaria nº 344/98 e antibióticos:
O farmacêutico é o responsável pela dispensação de medicamentos controlados pela portaria 344/98. A dispensação deverá ocorrer somente com a autorização do farmacêutico após a avaliação da prescrição (Anexo 01). Após feita a avaliação da prescrição, pegar a chave do armário de medicamentos controlados com o responsável, abrir o armário, verificar se há o medicamento em estoque, se houver, dispensar o medicamento, trancar o armário e devolver a chave ao responsável, reter na farmácia a Notificação de Receita ou a Receita de Controle Especial e anotar os dados de identificação do comprador e o nº. do lote do medicamento na receita, devolver a 2ª via da receita devidamente carimbada ao paciente como comprovante da dispensação. Orientar o paciente sobre o modo de administração do medicamento e concluir a venda emitindo o cupom fiscal com 15% de desconto à vista, 10% de desconto no cartão de débito e sem desconto no cartão de crédito ou a prazo, cobrar o devido valor e entregar a mercadoria ao cliente.

b. Medicamentos tarjados:
Verificar na receita a identificação do médico, o nome do medicamento prescrito e a forma farmacêutica, a quantidade e a posologia do medicamento. Verificar se tem o medicamento em estoque, se tiver, dispensar o medicamento orientando o paciente sobre o modo de administração e concluir a venda emitindo o cupom fiscal com 15% de desconto à vista, 10% de desconto no cartão de débito e sem desconto no cartão de crédito e sem desconto a prazo, cobrar o devido valor e entregar a mercadoria ao cliente.

c. Medicamentos de venda livre e perfumaria:
Para os medicamentos de venda livre (sem tarja) e para a perfumaria não há a necessidade de apresentação de receita. Dispensar o produto solicitado pelo cliente e orientar o paciente se necessário, emitir o cupom fiscal, cobrar o devido valor e entregar a mercadoria ao cliente.

d. Se não houver o medicamento solicitado em estoque, verificar com o cliente se ele vai querer o medicamento para outro dia, então, encomendar o medicamento para o dia solicitado pelo cliente.

e. Os medicamentos de referência (de marca ou original) poderão ser trocados somente por medicamentos genéricos (Lei 9787/99), desde que autorizado pelo farmacêutico e pelo paciente, e se não houver manifestação contrária por escrito do médico na receita, nunca poderão ser trocados por medicamentos similares. Os medicamentos genéricos são iguais aos medicamentos de referência, têm o mesmo princípio ativo, na mesma dose e na mesma forma farmacêutica e passaram por testes da ANVISA (biodisponibilidade e bioequivalência) que garantem sua qualidade. Os medicamentos similares, como os genéricos, possuem o mesmo princípio ativo, a mesma dosagem e a mesma forma farmacêutica dos medicamentos de referência, mas não podem substituir os medicamentos de referência porque não foram submetidos aos testes de qualidade da ANVISA (biodisponibilidade e bioequivalência) como os genéricos.

ANEXO 01

  • A Notificação de Receita A, de cor amarela, é válida apenas para 30 dias a contar da data de sua emissão e poderá ser dispensada em qualquer Unidade Federativa, desde que acompanhada de receita médica com justificativa do uso, documentos que deverão ser apresentados no prazo de 72 horas à vigilância sanitária local para averiguação e visto, deve ser acompanhada de receita comum para orientação do paciente. Para cada Notificação de Receita A poderá ser dispensada apenas a quantidade correspondente a 30 dias de tratamento ou, no máximo, cinco ampolas.
  • A Notificação de Receita B, de cor azul, é válida apenas para 30 dias a contar da data de sua emissão e somente dentro da Unidade Federativa que concedeu a numeração, deve ser acompanhada de receita comum para orientação do paciente. Para cada Notificação de Receita B poderá ser dispensada apenas a quantidade correspondente a 60 dias de tratamento ou, no máximo, cinco ampolas.
  • A Notificação de Receita B2, de cor azul, é válida apenas para 30 dias a contar da data de sua emissão e somente dentro da Unidade Federativa que concedeu a numeração, deve ser acompanhada de receita comum para orientação do paciente. Para cada Notificação de Receita B2 poderá ser dispensada apenas a quantidade correspondente a 30 dias de tratamento.
  • A Receita de Controle Especial, de cor branca, é válida apenas para 30 dias a contar da data de sua emissão e é válida em todo o território nacional, deve ser acompanhada de receita comum para orientação do paciente. As Receitas de Controle Especial procedentes de outras Unidades Federativas deverão ser apresentadas no prazo de 72 horas à vigilância sanitária local para averiguação e visto. Cada receita poderá conter até três substâncias e poderá ser dispensada apenas a quantidade correspondente a 60 dias de tratamento ou, no máximo, cinco ampolas, com exceção dos anticonvulsivantes e antiparkinsonianos, a quantidade por receita poderá ser para seis meses de tratamento.
  • A Receita de Controle Especial para antibióticos, de cor branca, é válida apenas para 10 dias a contar da data de sua emissão e é válida em todo o território nacional, deve ser acompanhada de receita comum para orientação do paciente. As Receitas de Controle Especial procedentes de outras Unidades Federativas deverão ser apresentadas no prazo de 72 horas à vigilância sanitária local para averiguação e visto.
  • Acima das quantidades previstas, para qualquer uma das listas acima, o prescritor deverá preencher uma justificativa contendo a CID (Classificação Internacional de Doenças) ou diagnóstico e posologia, datar e assinar, entregando juntamente com a Notificação de Receita ou Receita de Controle Especial ao paciente.
  • A Notificação de Receita e a Receita de Controle Especial deverão estar preenchidas de forma legível, sem emenda ou rasura. A farmácia somente poderá aviar ou dispensar o medicamento quando todos os itens da Notificação de Receita ou da Receita de Controle Especial estiverem devidamente preenchidos: identificação do emitente, identificação do usuário, nome do medicamento ou da substância prescrita sob a forma de Denominação Comum Brasileira (DCB), dosagem ou concentração, forma farmacêutica, quantidade (em algarismos arábicos e por extenso), posologia, data da emissão, carimbo e assinatura do prescritor.

POP 003 - Armazenamento e Reposição de Mercadorias


1. Objetivo: padronizar a organização das prateleiras da farmácia, o armazenamento e a reposição das mercadorias.

2. Áreas envolvidas: área de dispensação.

3.Responsabilidades: é de responsabilidade do profissional farmacêutico e de todos os atendentes da farmácia.

4. Material necessário: bandejas, computador, etiquetadora, etiquetas, mercadorias e notas fiscais.

5. Procedimentos:

a. Conferir as mercadorias utilizando as notas fiscais dos fornecedores, verificando nome, concentração, quantidade, lote e prazo de validade dos produtos.

b. Após a conferência das notas fiscais e mercadorias, fazer a divisão dos produtos em: medicamentos controlados (portaria 344/98) e antibióticos, medicamentos éticos, medicamentos genéricos, medicamentos similares, medicamentos de venda livre e correlatos e perfumaria.

c. Colocar o preço nas mercadorias com o auxílio da etiquetadora e observar no sistema o preço da mercadoria, e, se necessário, atualizar.

d. Os medicamentos controlados da portaria 344/98 e os antibióticos devem ser guardados pelo responsável técnico em armário específico chaveado, respeitando a ordem alfabética por nome comercial ou genérico, separando os medicamentos de tarja preta dos de tarja vermelha.

e. Os medicamentos éticos devem ser guardados na prateleira específica, respeitando a ordem alfabética por nome comercial.

f. Os medicamentos genéricos devem ser guardados na prateleira específica, em ordem alfabética, salvo se estiver precedido pelo sal (ex: cloridrato de ambroxol, maleato de enalapril), então deve ser guardado pelo segundo nome (ambroxol, enalapril).

g. Os medicamentos similares devem ser guardados na prateleira específica, respeitando a ordem alfabética de nome comercial e por laboratório.

h. Os medicamentos de venda livre e correlatos devem ser guardados em local específico e em ordem alfabética.

i. Guardar a perfumaria na parte externa do balcão, em local específico, preferencialmente em ordem alfabética de laboratório e nome comercial.

j. Verificar diariamente se há falta de algum produto nas prateleiras, quando acontecer, observar se há o produto em estoque e repor em devido local, se não houver o produto em estoque, anotar o mesmo na lista de pedidos.

POP 002 - Rotina de Sanitização da Farmácia


1. Objetivo: padronizar a sistemática para a rotina de sanitização do ambiente de trabalho.

2. Áreas envolvidas: toda a farmácia.  

3. Responsabilidades: é de responsabilidade dos funcionários da limpeza manter o ambiente de trabalho sempre limpo e sanitizado, pois a limpeza e desinfecção de pisos, paredes, mobiliários, equipamentos e instalações sanitárias exercem um efeito salutar nas pessoas, estimulando condutas higiênicas que levam a manter a assepsia, evitando, desta forma, a contaminação por microrganismos patogênicos, os quais colocam em risco a saúde dos profissionais e clientes.  

 4.Material necessário: água, álcool 70%, pano, sabão, solução desinfetante, solução detergente, solução sanitizante (Hipoclorito de Sódio 1%) e vassoura.  

5. Procedimentos:
    5.1.Limpeza dos pisos: A limpeza dos pisos visa evitar a propagação de infecção, dar boa aparência e preservar a integridade do mobiliário. Ela deve ser realizada todos os dias de funcionamento da farmácia.
    a. O piso é primeiramente varrido com pano úmido, para evitar disseminação de partículas de poeira para os móveis e equipamentos do ambiente.
    b. Após a varredura, é lavado com solução detergente, enxaguado com água limpa, e enxugado.
    c. Após secagem, é passado um pano limpo com solução sanitizante, deixando secar naturalmente.

    5.2.Limpeza das paredes, teto, móveis e equipamentos:
    a. As paredes da sala de injetáveis são lavadas com água e sabão, e após, com Hipoclorito de Sódio diluído. Este procedimento é realizado diariamente.
    b. As superfícies dos móveis e equipamentos são limpas diariamente com pano umedecido com água e sabão antes das atividades; após, seca-se as mesmas com um pano limpo, e em seguida, fricciona-se com álcool 70%, deixando secar naturalmente.
    OBS.: Quando estas superfícies são atingidas com sangue e/ou secreções, este procedimento é realizado imediatamente.

    5.3.Limpeza das pias:
    a. O interior das pias é esfregado diariamente com saponáceos. Lavam-se por dentro da pia, as torneiras, e em seguida, em volta das mesmas. Após a lavagem, secam-se as pias com um pano limpo, e em seguida, friccionam-se as mesmas com álcool 70%, ou com Hipoclorito de Sódio 1%, deixando secar naturalmente. As pias são mantidas sempre secas.
    OBS.: As pias têm uso específico para lavagem das mãos. Todas as superfícies são submetidas à limpeza diária. É imprescindível o uso de luvas para limpeza e desinfecção de materiais e ambientes.

    5.4.Limpeza do sanitário:
    a. Os utensílios (torneiras, porta-sabonete, etc.) são desinfetados com álcool 70% diariamente.
    b. Os papéis utilizados e descartados são retirados do lixo diariamente e o lixeiro lavado e desinfetado com álcool 70% ou Hipoclorito de Sódio 1%.
    c. As paredes do sanitário são lavadas uma vez ao mês com solução sanitizante, e o piso diariamente com água e solução detergente, e após secagem, passa-se um pano limpo com solução sanitizante, deixando secar naturalmente.
    d. É feito uso de desinfetante no vaso sanitário diariamente;
    e. É feita manutenção de sabonete líquido e de toalhas descartáveis.

    5.5.Manuseio do lixo:
    a. Material pérfuro-cortante (agulhas, lâminas, ampolas):
    - É descartado em recipiente de paredes rígidas (DescarPack ou similar).
    - As agulhas não são reencapadas ou entortadas e devem ser descartadas juntamente com a seringa.
    - Os demais materiais não pérfuro-cortantes (luvas, capa de seringa e algodão) são descartados na lixeira própria (protegido com saco plástico para lixo infectante).
    b. Lixo de expediente e do banheiro: são acondicionados em sacos de lixo comum, e depositados na lixeira de coleta normal.
    c. Medicamentos vencidos: Os medicamentos que não são aceitos pelas distribuidoras são separados dos demais, armazenados em local identificado, fora da área de dispensação, para segregação, sendo identificados na embalagem externa com a expressão “VENCIDO” escrita em vermelho, para que seja dado o devido fim. OBS.: Para o manuseio e recolhimento do lixo é feito uso de luvas de borracha.

    5.6.Prateleiras: As prateleiras são limpas diariamente. Tira-se o pó das caixas dos medicamentos com um pano seco, e em seguida, limpa-se a prateleira com um pano úmido embebido em água com sabão ou com álcool 70%, secando logo após com um pano limpo. Este procedimento é feito sempre antes da limpeza do chão.

    POP 001 - Rotina de Lavagem e Assepsia das Mãos

    1. Objetivo: padronizar a sistemática para a rotina de assepsia das mãos.

    2. Áreas envolvidas: áreas de atenção farmacêutica.

    3.Responsabilidades: é de responsabilidade do profissional farmacêutico e de todos os funcionários realizarem a correta assepsia das mãos, para garantir a biosegurança do procedimento a ser realizado.

    4. Material necessário: água corrente, álcool 70%, lixeira com pedal, sabão líquido e toalha de papel.

    5. Procedimentos:
    1. Abrir a torneira, regulando a água para um jato constante e com temperatura agradável (sem tocar a pia com o corpo, jaleco ou mãos).
    2. Molhar as mãos.
    3. Colocar quantidade suficiente de sabão líquido nas mãos.
    4. Ensaboar as mãos friccionando as palmas e os espaços interdigitais.
    5. Esfregar a palma da mão direita sobre o dorso da mão esquerda e vice-versa. Dar atenção aos espaços interdigitais.
    6. Esfregar o polegar direito com a mão esquerda, e vice-versa.
    7. Fazer movimentos circulares com as pontas dos dedos da mão direita unidos sobre a palma da mão esquerda fechada em concha, e vice-versa.
    8. Esfregar com a palma da mão esquerda em concha sobre a mão direita fechada, em movimentos de vai-e-vem e vice-versa.
    9. Esfregar o punho com movimentos circulares.
    10. Enxaguar as mãos retirando totalmente os resíduos de sabão.
    11. Secar cuidadosamente, iniciando pelas mãos e seguindo pelos punhos com papel-toalha descartável branco.
    12. Utilizar torneira que dispense o contato das mãos, quando do fechamento da água, ou, utilizar a toalha de papel para fechar a torneira.
    13. Desprezar o papel na lixeira utilizando pedal ou outro sistema que evite contaminação.
    14. Anti-sepsia das mãos: É realizada após a lavagem das mesmas. Borrifando-se álcool 70% e deixando secar naturalmente.
    6. Referências Bibliográficas:

    MOTTA, A. L. C. Normas, Rotinas e Técnicas de Enfermagem. 4. ed. São Paulo: Iátria, 2006.